{"id":804,"date":"2020-12-18T10:00:20","date_gmt":"2020-12-18T13:00:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/?p=804"},"modified":"2020-12-17T10:25:57","modified_gmt":"2020-12-17T13:25:57","slug":"tirolesa-das-corredeiras-em-piraju-as-belezas-naturais-vistas-do-alto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/?p=804","title":{"rendered":"Tirolesa das Corredeiras em Piraju: as belezas naturais vistas do alto"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Isabella Marin *<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As corredeiras de Piraju s\u00e3o um grande espet\u00e1culo de beleza que a natureza nos proporciona. Os sete quil\u00f4metros e meio de \u00e1guas limpas podem ser vistos a partir de alguns pontos da cidade, mas, desde o in\u00edcio de 2020, um novo local foi inclu\u00eddo na lista: agora, tamb\u00e9m pode ser apreciado das alturas!\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O lugar em quest\u00e3o \u00e9 a Tirolesa das Corredeiras, que fica no Mirante Gilberto Polenghi e desce at\u00e9 o Parque de Exposi\u00e7\u00f5es Prefeito Cl\u00e1udio Dardes (FECAPI). Classificado como uma pr\u00e1tica na qual a pessoa consegue se mover de um lado para outro ancorado por uma corda, a atividade garante aventura e lazer. No caso da tirolesa na cidade, \u00e9 feita a utiliza\u00e7\u00e3o de duas cordas para a descida, o que garante maior seguran\u00e7a e estabilidade durante os seus 493 metros de extens\u00e3o. O ponto mais elevado da tirolesa se encontra exatamente acima do Rio Paranapanema, a 81 metros de altura, praticamente o mesmo comprimento de um pr\u00e9dio com 25 andares, podendo chegar a uma velocidade de 65 km\/h.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-805\" srcset=\"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-1.jpg 1024w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-1-768x768.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Imagem de crian\u00e7a descendo na Tirolesa das Corredeiras em Piraju. [Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Tirolesa das Corredeiras]<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa tirolesa, diferente de muitas outras, guarda um detalhe especial em sua estrutura: \u00e9 urbana, como explica o economista Paulo de Tarso Barberio, empres\u00e1rio respons\u00e1vel pela Tirolesa das Corredeiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuase todas as tirolesas no resto do Brasil est\u00e3o dentro de parques tem\u00e1ticos ou em \u00e1reas rurais, fazendas. Eu n\u00e3o conhe\u00e7o nenhuma que seja numa \u00e1rea urbana, que atravessa praticamente toda a parte central da cidade. \u00c9 uma tirolesa \u00fanica no Brasil e eu diria que ela \u00e9 \u00fanica como uma tirolesa urbana, uma das \u00fanicas do mundo\u201d. Com isso, a estrutura recebeu um diferencial para deix\u00e1-la ainda mais futurista: a constru\u00e7\u00e3o foi com muito ferro ao inv\u00e9s da\u00a0 prefer\u00eancia comum pela madeira. Confira o v\u00eddeo de sua constru\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Constru\u00e7\u00e3o Tirolesa Piraju   SP\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3IE6s6VR50s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paulo Barberio est\u00e1 a frente da Tirolesa das Corredeiras e \u00e9 pirajuense. Na inf\u00e2ncia, gostava muito de explorar as riquezas de sua cidade natal, atravessar o rio e pular de cachoeiras. Desde essa \u00e9poca, o gosto por esportes de aventura j\u00e1 era presente, por\u00e9m nem sempre feito da maneira correta. Em muitos momentos, Barberio n\u00e3o utilizava nenhum tipo de equipamento de seguran\u00e7a ou algo que assegurasse maior confiabilidade em suas aventuras. Hoje, em seu empreendimento, a seguran\u00e7a dos turistas e dos praticantes \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o, o que fez com que garantisse dispositivos e equipamentos modernos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Eu-sou-de-Piraju.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao visitar a tirolesa, \u00e9 n\u00edtida a prepara\u00e7\u00e3o que h\u00e1 para receber os turistas. J\u00e1 na entrada, \u00e9 poss\u00edvel notar uma tela que acompanha a chegada daqueles que fazem a descida. Todos os monitores ficam com aparelhos de r\u00e1dio para se comunicarem quando uma pessoa vai saltar e para que preparem o freio. Esse freio, na verdade, est\u00e1 sempre pronto: \u00e9 a estrutura moderna dos freios ABS, que param automaticamente o praticante com suas molas e colocam a pessoa no ponto exato em que ela ir\u00e1 descer, pela escada.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/A-gente-tem-controle.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Barberio comenta que a proposta era fazer um esporte de aventura que unisse adrenalina e seguran\u00e7a ao mesmo tempo. \u201cA ideia \u00e9 que voc\u00ea fique com medo mesmo para sair, trave um pouco, porque se n\u00e3o tiver medo nenhum a gente tamb\u00e9m n\u00e3o vai ficar fazendo todo esse circo para todo mundo descer na tranquilidade. Tem que ter mesmo a adrenalina, tem que ter essa composi\u00e7\u00e3o entre medo e seguran\u00e7a, que \u00e9 quando voc\u00ea est\u00e1 l\u00e1 no meio e fala assim \u2018poxa, t\u00f4 super seguro, t\u00f4 est\u00e1vel\u2019, esse \u00e9 o objetivo.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia de construir uma tirolesa na cidade surgiu de sua irm\u00e3, Maria Fernanda Barberio, arquiteta que atua dentro do departamento de engenharia da prefeitura focada em obras de car\u00e1ter tur\u00edstico. Fernanda, ap\u00f3s fazer uma visita \u00e0 tirolesa de Ribeir\u00e3o Claro, considerou fazer uma constru\u00e7\u00e3o parecida em Piraju, e, em conversa com outros departamentos da prefeitura, conseguiu viabilizar uma licita\u00e7\u00e3o que concedia um espa\u00e7o p\u00fablico \u00e0 tirolesa. A partir da\u00ed, a cidade contratou uma empresa em Umuarama, no Paran\u00e1, para fazer a avalia\u00e7\u00e3o dos poss\u00edveis locais de sua constru\u00e7\u00e3o. Depois de muito estudo e avalia\u00e7\u00e3o, encontraram um ponto ideal de desn\u00edvel que ligava o mirante e o recinto da FECAPI. Por\u00e9m, precisavam ainda de algu\u00e9m que resolvesse assumir toda obra. O tempo foi passando e poucos dias antes de fechar o processo licitat\u00f3rio, Barberio demonstrou interesse. A constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou j\u00e1 em 2019 e foi inaugurada em fevereiro de 2020. Por causa da pandemia do coronav\u00edrus, a tirolesa ficou fechada a partir de mar\u00e7o e retornou em agosto, com os devidos cuidados.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Eu-sozinho-peguei-a-obra-1.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-3.jpg\" alt=\"\" data-id=\"815\" data-full-url=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-3.jpg\" data-link=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/?attachment_id=815\" class=\"wp-image-815\" srcset=\"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-3.jpg 960w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-3-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-3-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Fam\u00edlia em visita \u00e0 Tirolesa em setembro de 2020.\u00a0 [Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Tirolesa das Corredeiras]<br><\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-4.jpg\" alt=\"\" data-id=\"816\" data-full-url=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-4.jpg\" data-link=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/?attachment_id=816\" class=\"wp-image-816\" srcset=\"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-4.jpg 960w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-4-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-4-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Tirolesa em funcionamento no m\u00eas de fevereiro, ainda sem pandemia. [Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Tirolesa das Corredeiras]<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A inaugura\u00e7\u00e3o foi um sucesso na cidade e tamb\u00e9m fora dela. No in\u00edcio das atividades, era publicado na <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/tirolesadascorredeiras\">p\u00e1gina do Facebook<\/a> um gr\u00e1fico relativo \u00e0 quantidade de visitantes e sua origem. Uma preocupa\u00e7\u00e3o era se aqueles que j\u00e1 tinham experimentado o salto de tirolesa em outras cidades tamb\u00e9m viriam ter essa experi\u00eancia em Piraju. A resposta surpreendeu Barbeiro: quem mais vem na tirolesa \u00e9 justamente quem j\u00e1 praticou outras. Segundo ele, isso se deve porque quem faz uma descida numa tirolesa quer conhecer como \u00e9 vivenciar outra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAndar numa tirolesa \u00e9 uma coisa \u00fanica. Cada tirolesa tem sua especificidade, seu visual, velocidade, equipamento, sua emo\u00e7\u00e3o, sua experi\u00eancia com os monitores, com o local. Eu diria que nenhuma tirolesa \u00e9 igual\u201d, refor\u00e7a Barberio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E a Maria Paula Barroso concorda. A estudante pirajuense de 18 anos j\u00e1 tinha ido em uma tirolesa antes em Balne\u00e1rio e gostou experi\u00eancia. \u201cAmei demais, amo uma adrenalina, sentir o vento, poder ver coisas em \u00e2ngulos diferentes. Foi isso que senti quando fui na de Piraju! Sinceramente, eu achava que iria ser chato, que n\u00e3o ia ter gra\u00e7a mas me enganei. Foi incr\u00edvel!\u201d. Segundo ela, apesar da parte t\u00e9cnica das tirolesas serem muito semelhantes \u2014 os equipamento, por exemplo \u2014 cada uma teve sua pr\u00f3pria ess\u00eancia: \u201cNa primeira, n\u00e3o tive medo, acho que apenas agita\u00e7\u00e3o para ver como seria, e nessa n\u00e3o foi diferente. Nela, todo o percurso \u00e9 em cima de \u00e1rvores, o que \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o maravilhosa. Na de Piraju, \u00e9 acima do rio, o que tamb\u00e9m \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o maravilhosa. Mesmo sendo da mesma forma, o trajeto muda completamente. Acho que nunca vou me acostumar com a sensa\u00e7\u00e3o de me \u2018jogar\u2019 de um lugar alto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem tamb\u00e9m conta como foi fazer a descida \u00e9 o Vinicius, de Jundia\u00ed-SP. O garoto de 15 anos relatou j\u00e1 ter feito a descida uma vez na sua inf\u00e2ncia, mas era uma tirolesa pequena para crian\u00e7as. Ele ficou sabendo por meio da sua tia, que \u00e9 de Piraju e o convidou para ir l\u00e1. Vinicius disse, ap\u00f3s fazer a descida, que a vontade que fica \u00e9 a de ir de novo e andar v\u00e1rias vezes, um passeio muito gostoso. \u201cDeu um pouco de medo na hora que passa pelas \u00e1rvores assim, quando sai da plataforma, mas depois \u00e9 tranquilo. Me senti seguro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Piraju, o que n\u00e3o faltam s\u00e3o hist\u00f3rias para contar e, tamb\u00e9m, se admirar. O Sr. Anezio Sabatine, por exemplo, tem 88 anos e ganhou uma descida gratuita na tirolesa por ser o mais experiente do local. Como cortesia, recebeu ainda o ingresso com seu nome e data de anivers\u00e1rio escritos. Junto a ele, teve tamb\u00e9m Luzia Sampaio, 69 anos, moradora conhecida na cidade. \u201cA gente brinca aqui que cada descida dos idosos eles ganham 10 anos\u201d, comenta Barberio. A dona Luzia foi com 69 e voltou com 59.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As hist\u00f3rias do Sr. Anezio e da dona Luzia provam algo que o Jo\u00e3o Gabriel Milani, de 18 anos, acredita: esportes radicais s\u00e3o uma forma de terapia. O estudante pirajuense saltou de tirolesa pouco depois de sua inaugura\u00e7\u00e3o, em fevereiro, e descreve sua experi\u00eancia como libertadora. Apesar de j\u00e1 gostar e ser praticamente de esportes radicais, ainda \u00e9 preciso coragem para realmente se \u201cjogar\u201d. \u201c[Quando voc\u00ea] \u2018se joga\u2019 na tirolesa, como eles falaram para fazer, parece que voc\u00ea quebra uma barreira de medos na sua vida. Quando voc\u00ea decide descer, isso te encoraja a enfrentar certos rumos na vida profissional e pessoal. Eu acho que esportes radicais s\u00e3o terapias para um certo grupo de pessoas. Ent\u00e3o, esses esportes te fazem enfrentar seus medos e, o que \u00e9 mais gostoso ainda, \u00e9 poder admirar as belezas da natureza, como o Rio Paranapanema, o principal ponto tur\u00edstico de Piraju.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"960\" src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-5.jpg\" alt=\"\" data-id=\"817\" data-full-url=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-5.jpg\" data-link=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/?attachment_id=817\" class=\"wp-image-817\" srcset=\"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-5.jpg 720w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-5-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Sr. Anezio na Tirolesa.\u00a0 [Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Tirolesa das Corredeiras]<br><\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-6.jpg\" alt=\"\" data-id=\"818\" data-full-url=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-6.jpg\" data-link=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/?attachment_id=818\" class=\"wp-image-818\" srcset=\"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-6.jpg 960w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-6-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-6-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Dona Luzia na Tirolesa.\u00a0 [Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Tirolesa das Corredeiras]<br><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tirolesa tamb\u00e9m faz festa entre a crian\u00e7ada. Sem restri\u00e7\u00e3o de idade, a \u00fanica aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e9 quanto ao peso: apenas a partir de 30 kg \u00e9 permitida a descida, caso contr\u00e1rio \u00e9 perigoso parar no caminho. Mesmo entre os pequenos, quem faz mais descidas s\u00e3o as mulheres. Elas fazem praticamente sete em cada dez descidas no local, seja crian\u00e7a ou adulta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um exemplo desse \u00edndice \u00e9 a Maria Beatriz Sanchez, psicopedagoga natural de Presidente Prudente-SP. Enquanto o parceiro aguardava no local de partida porque n\u00e3o teve coragem para descer, Beatriz foi na tirolesa e ainda afirmou que iria de novo, com certeza: \u201cNunca tinha descido de tirolesa, s\u00f3 escaladinha pequena, at\u00e9 crian\u00e7a consegue, mas eu nunca tinha ido. \u00c9 a primeira vez e gostei bastante, iria de novo.\u201d A psicopedagoga de 28 anos conheceu a cidade pela sua fisioterapeuta que veio passar um tempo na regi\u00e3o. Com a indica\u00e7\u00e3o de Piraju, de suas cachoeiras e outras atividades de aventura, Beatriz resolveu visitar. \u201cA cidade \u00e9 muito acolhedora e gostei bastante do pessoal daqui, tanto de quem j\u00e1 mora aqui tanto as pessoas que encontrei no hotel, foram bem acolhedoras e receptivas. Pretendo voltar, \u00e9 uma cidade que eu n\u00e3o conhecia e ganha de muitos litorais por a\u00ed.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, para aqueles que n\u00e3o tem coragem de descer, como o namorado de Maria Beatriz, podem ficar no local aproveitando a vista ou saboreando os pratos que h\u00e1 no container bar. Dentre diversas del\u00edcias, Paulo Barbeiro procurou trazer tamb\u00e9m um pouco da cultura pirajuense. Com um card\u00e1pio rico, tem desde por\u00e7\u00f5es com os peixes da regi\u00e3o e iscas de til\u00e1pia at\u00e9 bebidas como a vaca preta, uma mistura de sorvete com refrigerante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-7.jpg\" alt=\"\" data-id=\"819\" data-full-url=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-7.jpg\" data-link=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/?attachment_id=819\" class=\"wp-image-819\" srcset=\"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-7.jpg 960w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-7-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-7-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Container bar da Tirolesa.\u00a0 [Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Tirolesa das Corredeiras]<br><\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-8.jpg\" alt=\"\" data-id=\"820\" data-full-url=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-8.jpg\" data-link=\"http:\/\/www.usp.br\/cje\/piraju\/?attachment_id=820\" class=\"wp-image-820\" srcset=\"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-8.jpg 960w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-8-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Tirolesa-8-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Por\u00e7\u00e3o de fritas do container bar.\u00a0 [Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Tirolesa das Corredeiras]<br><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu, Isabella, tamb\u00e9m tive a oportunidade de fazer um salto na tirolesa. N\u00e3o s\u00f3 um como dois. O primeiro foi ao entardecer, no p\u00f4r do sol, uma experi\u00eancia incr\u00edvel. Na descida, temos uma vis\u00e3o ampla que une toda a natureza a nossa volta, as corredeiras percorrendo seu caminho e o vento no rosto. Em um primeiro momento, d\u00e1 um pouco de medo para saltar por ser um ponto muito alto. Mas, conforme vai descendo, a sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a fica bem evidente e vai perdendo o medo aos poucos. J\u00e1 a segunda vez, foi um salto noturno, o que me possibilitou ver todas as luzes da cidade e a ilumina\u00e7\u00e3o da barragem do Rio Paranapanema. Em noites de lua cheia, as \u00e1guas refletem a luz da lua, uma vis\u00e3o impressionante. Em outras, quanto est\u00e3o soltando muita \u00e1gua da barragem, \u00e9 poss\u00edvel ver as espumas que se formam pela for\u00e7a das corredeiras e seu brilho. Mesmo quem desce todos os dias, como alguns dos monitores, contam que cada salto \u00e9 \u00fanico por suas pequenas particularidades, provando a todo instante qu\u00e3o linda a cidade de Piraju pode se provar.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da tirolesa ser um sucesso atualmente, Barberio confessa que h\u00e1 algumas altera\u00e7\u00f5es que pretende incluir. O salto para cadeirantes \u00e9 uma delas. O espa\u00e7o j\u00e1 \u00e9 adaptado para receber pessoas com dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o, como a entrada e o banheiro espec\u00edfico para pessoas com mobilidade reduzida. Para tornar realidade o voo, falta somente o equipamento que prende, ao mesmo tempo, o corpo e a cadeira. \u201cSe Deus quiser e daqui uns cinco meses aproximadamente, quando a gente tiver estabilizado esse processo inicial, vamos come\u00e7ar a fazer o de cadeirante. \u00c9 um sonho trazer essa alegria para quem, normalmente, n\u00e3o pode ter a oportunidade\u201d. Outra vontade \u00e9 fazer o salto apelidado como homem morcego, onde muda apenas o local onde fecha o equipamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para aqueles que pretendem visitar a Tirolesa das Corredeiras e apreciar a cidade de Piraju do alto, confira mais informa\u00e7\u00f5es (<em>dados referentes ao dia 30\/10\/2020<\/em>):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hor\u00e1rio de Funcionamento:<\/strong><br>Sexta: 16h \u00e0s 22h<br>S\u00e1bado: 14h \u00e0s 22h<br>Domingo: 10h \u00e0s 18h\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Valores (todos com transporte de volta)\u00a0<\/strong><br>Uma pessoa &#8211; R$ 50 reais<br>Duas pessoas &#8211; R$ 40 reais cada<br>Tr\u00eas pessoas ou mais &#8211; R$ 35 reais cada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Local:<\/strong> Av. Dr. C\u00e9lso Gaudino Fraga, 194 &#8211; Vila Paraiso, Piraju &#8211; SP<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>* Isabella Marin \u00e9 rep\u00f3rter e bolsista do projeto \u201cRegistro da Mem\u00f3ria e do Turismo na Est\u00e2ncia Tur\u00edstica de Piraju: desenvolvimento das habilidades comunicacionais no ensino fundamental I e II\u201d do Programa USP MUNIC\u00cdPIOS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isabella Marin * As corredeiras de Piraju s\u00e3o um grande espet\u00e1culo de beleza que a natureza nos proporciona. 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