Brasil pós-Neymar? Jovens brilham, e técnico italiano tem decisão crucial para tomar

O grande treinador italiano, Carlos Ancelotti, abraçou o desafio de treinar a seleção pentacampeã almejando o tão sonhado hexa. A preparação e os nomes das últimas convocações para a Copa do Mundo vem movimentando os bastidores e os torcedores. Deixando para trás a dependência de um único craque, conta com talentos da nova geração, buscando impor seu ritmo de jogo para surpreender os adversários.

A comissão técnica avalia não apenas a qualidade técnica, mas também a capacidade de adaptação a diferentes sistemas táticos e a maturidade em momentos decisivos. Essa renovação é vista como necessária após campanhas recentes que ficaram a desejar.

Os nomes da vez são jovens que já brilham no Brasil e mundo a fora. Os atacantes Endrick e João Pedro, e Andrey Santos, no meio-campo, representam essa nova geração que chega com força. Outros atletas como Gabriel Sara, meia de criação, e Rayan e Igor Thiago, que atuam como atacantes ganharam destaque nesses últimos jogos pela seleção.

Por outro lado, a base mais experiente segue presente. Jogadores como Marquinhos, na zaga, Casemiro, como volante, e Vinícius Júnior, no ataque, continuam sendo peças fundamentais dentro e fora de campo.

Com tantas opções, a pergunta que ecoa nos treinos e nas colunas da imprensa é: Ancelotti deve ou não convocar Neymar?

Mesmo sendo um dos jogadores mais talentosos de sua geração e o maior artilheiro da seleção brasileira, o camisa 10 não vive um bom momento em sua carreira. Desde a lesão no joelho em 2023, o craque santista vive momentos de altos e baixos e sua possível convocação para a Copa do Mundo é questionada pela sua condição física e ritmo de jogo, seu histórico recente de lesões e poucos jogos consecutivos. Ainda assim, sua experiência e capacidade de decidir partidas importantes pesam a favor de seu retorno.

A decisão final do técnico Carlos Ancelotti será de calibre mundial e deve sair às vésperas da lista de convocados. Se depender da torcida nas redes sociais, a opinião é dividida: uma parte ainda acredita que o Neymar possa fazer a diferença e a outra prefere confiar na nova geração. O que todos concordam é que o Brasil, com ou sem Neymar, voltou a ter um time que empolga e isso, por si só, já é um avanço e tanto.

* Renata Nandes é jornalista, psicanalista e mestre em Comunicação Digital

* Débora Vasconcelos é graduanda em Jornalismo no Centro de Ensino Universitário do Distrito Federal (UDF)

* Raphaela Kubo é graduanda em jornalismo na UNIP

* Edwaldo Costa é jornalista, professor e pós-doutor pela ECA-USP