Recordações do Estádio Municipal Gilberto Moraes Lopes
Passei a infância e a adolescência entre o Rio Paranapanema e o Estádio Gilberto Moraes Lopes.
Ou a gente descia para nadar ou subia no Gilbertão para nos divertir com as diversas modalidades esportivas.
Caminhávamos em torno do gramado, fazíamos circuito nas arquibancadas, praticávamos futebol de salão, basquete, vôlei e handebol na quadra.
Quando alguém chamava, a molecada até treinava ou disputava partidas de futebol no gramado (só podia entrar com a “ordem”, que era uma autorização da prefeitura).
Chegamos até a competir em torneios escolares por incentivo do seu Douglas Ribas, um dos idealizadores do projeto do Vital Brasil.
As famílias levavam os filhos pequenos para brincar no local e os pessoas ficavam sentadas nos bancos, jogando conversa fora embaixo das árvores.
O auge era assistir as partidas do Piraju Futebol Clube, como sempre relembra o professor e colunista Adriano José Salles.
Um lugar lindo, cheio de árvores com “sons e balanços” devido à força do vento.
Agora, quando eu passo na Avenida Augusto Piacenza, o portão está sempre fechado para nós que não somos tão jovens, parafraseando Belchior e Legião Urbana.
* Luciano Maluly é professor de jornalismo na ECA-USP
