Falece Terezinha Fátima Tagé Dias Fernandes (1943-2025)

Professora Sênior ainda colaborava com o CJE e deixa um legado marcado pela pesquisa sobre comunicação e estudos de linguagem.

Considerada uma das principais professoras e pesquisadoras da história do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP, Terezinha Fátima Tagé Dias Fernandes faleceu hoje na cidade de Santos (SP).

O Velório acontece das 10 às 15 horas no Memorial Necrópole Ecumênica, com cerimônia de despedida no próprio memorial, para posterior cremação.

Docente no Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ela era livre-docente em Ciências da Comunicação (Editoração, Cultura e Linguagem) e doutora em Ciências da Comunicação (Jornalismo e Editoração) pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, além de mestre em Letras (Literatura Brasileira) pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e graduação em Letras Neolatinas pela Universidade de Santos.

A carreira foi marcada pelos estudos Comunicação e Estudos de Linguagens, Editoração, Memória e Cultura, Literatura e Jornalismo, Fronteiras Discursivas e Textuais, Estudos do Discurso, Semiótica da Cultura, com destaque para os trabalhos e orientações envolvendo Mikhail Bakhtin.

As principais publicações foram os livros Cultura e Vida Cotidiana no Jornal (2006), Sensibilidades Configuradas (Estudos sobre Comunicação, Mídia e Produção de Sentido, organizado em 2009, além de diversos artigos em revistas Especializadas e na Imprensa.

Também foi coordenadora do Grupo de Pesquisa “Textos da Cultura em Mídias Diferenciadas”, além de membro do Núcleo de Estudos do Livro e da Editoração (NELE).

Era casada com o também professor do CJE, Dirceu Fernandes Lopes (in memoriam) com quem tiveram o filho Diogo, que deixa uma linda mensagem:

Minha mãezinha se libertou da matéria, para se recompor espiritualmente.

O Divino providenciou sua passagem e abreviou seu sofrimento.

A flor murchava, apesar de tão bem tratada. Sua força se esgotava, mas ainda assim a reconheciam como forte.

Quando consolava, mostrava toda a sua delicadeza.

No trabalho, toda a disciplina que fez chegar onde chegou, aprendendo e transmitindo um conhecimento raro.

No final da vida, no seu silêncio diário, ensinava calada.

Cumpriu seus papéis como filha, esposa, professora e mãe.

Deixou inspiração e lindas memórias.

Seu filho reconhece todo o seu empenho e com os olhos cheios de lágrimas pede para não se preocupar, pois já possui raizes firmes.

E vai vi ver resiliente, como uma amarílis amarela, sua flor predileta!