
Parabéns pra você
ninguém percebeu a coisa sagrada do pedido
o grito dissimulado do desejo
o tresloucado gesto proibido
e tudo ali às claras.Só em sua intimidade abriu a sala para festas
um Havaí de frutas frescas.Beijos, mel, línguas e licores
ofertados pela garçonete nua
em travessas silenciosas.Amores inventados são assim
apagam as velas, entornam o vinho lento,
aquecem olhares em fogo brando,
e rolam em segredo na cama dos acalantos.Felizmente, todos os dias, todos os anos,
a vida nos convida para aniversários
eternamente e tantos.
(Intimo, poema de Carlos Aberto Muzille dedicado ao Natal e Ano Novo – 2026)
