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VII ENABER РEncontro Nacional da Associa̤̣o Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos

Entre os dias 9 e 11 de setembro de 2009 a FEA/USP sediou o VII ENABER РEncontro Nacional da Associa̤̣o Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos. A s̩tima edi̤̣o do Encontro contou com aproximadamente 160 trabalhos e foi coordenado localmente pelo Professor Eduardo Haddad, na ̩poca, presidente da ABER.

A ABER é a sessão brasileira da associação internacional Regional Science Association International que atua desde 1988 no Brasil. Ela surgiu com a inserção crescente de pesquisadores brasileiros nas últimas duas décadas, criando um cenário no país propício para o surgimento dessa sessão específica. O Encontro Nacional Associação Brasileira de Estudos Regionais (ENABER) surgiu nesse contexto, buscando um espaço de discussão para os intelectuais brasileiros.

Segundo Eduardo Haddad: “O principal objetivo desses encontros anuais é fazer com que as pessoas que têm interesse na análise de fenômenos socioeconômicos, considerando a dimensão espacial, se reúnam durante esses três dias para discutir vários temas. Assim, economistas, geógrafos, planejadores urbanos, engenheiros de transporte, entre outros profissionais, se reunem em um encontro multidisciplinar para interagir e discutir sobre estudos regionais e urbanos, buscando passar da teoria pura para a prática operacional. Com essas discussões, eles recebem subsídio para aprimorar suas pesquisas e ainda criam contatos profissionais na área de estudos regionais”.

Eduardo Haddad salientou a importância do encontro para a FEA e destacou o apoio recebido pela faculdade e pela FIPE para a realização dessa edição do ENABER. “A FEA hoje está se constituindo como um centro importante, fortalecendo-se no ponto focal de interação não somente em economia regional, mas em vários outros temas”.

Mudanças climáticas e logística nacional

Foram enviados cerca de 280 artigos para essa edição do ENABER, sendo que aproximadamente 160 foram escolhidos através de uma seleção blind review. Esses 160 trabalhos são distribuídos em 18 áreas temáticas, como “modelos de economia regional e econometria espacial”, “localização e expansão das atividades econômicas”, “globalização e competitividade regional” e “políticas urbanas e metrópoles”. Para as discussões dos artigos, foram organizadas entre cinco e seis sessões paralelas de duas horas durante os três dias de duração do encontro, com quatro trabalhos no máximo por sessão para permitir que cada autor tivesse pelo menos meia hora para debater.

Além das discussões dos artigos, o VII ENABER contou com duas plenárias que, segundo Haddad, sintetizaram as ideias centrais da ABER. A primeira foi apresentada por Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, na quarta-feira, às 10h, com o nome “Mudanças climáticas globais e seus possíveis impactos no Brasil: análise para a agricultura”. Assad apresentou uma pesquisa avaliando os impactos das mudanças climáticas na agricultura brasileira, analisando os prováveis cenários para o País e expondo soluções práticas, como a junção de pastos e lavouras e a substituição de culturas de plantio que se adequem mais ao aumento da temperatura. “Isso é importante porque lida com várias disciplinas que fazem parte do núcleo central da ABER: economia, agronomia, climatologia, geo-processamento, cartografia e geografia”, disse Haddad.

A outra sessão plenária lidou com transporte e desenvolvimento regional, e foi realizada na quinta-feira, às 09h30. Ramon Cesar, professor da PUC de Minas Gerais e presidente da BHtrans, e Wagner Martins, presidente da firma de consultoria em logística Logit Engenharia Consultiva Ltda, foram os convidados para apresentar a plenária. Cesar implementou o programa “Proacesso” em Minas Gerais, cuja ideia é a de fazer com que todos os municípios do Estado tenham acesso por asfalto à rede de transporte. Martins, em um âmbito mais amplo, falou do interesse do Plano Nacional de Logística e Transporte do Governo Federal. “Nós convidamos duas pessoas com formação sólida e muita experiência prática, pois um dos pontos do ENABER é usar os desenvolvimentos teóricos e aplicados da ciência regional para solucionar problemas concretos, de planejamento e desenvolvimento regional, em vários âmbitos diferentes”, declarou Haddad sobre essa segunda plenária. “Assim, há uma ponte entre academia, governo e políticas públicas”.

Fonte: Texto adaptado de Velasco (2009), site da FEA/USP.


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