História do Teatro da USP
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Data de 1955 a primeira iniciativa de criação do Teatro da Universidade de São Paulo – TUSP. Atendendo a solicitação encaminhada à Reitoria da USP pelos diretórios acadêmicos, seguindo uma orientação do XVI Congresso da UNE, realizado em 1953, foi nomeado pela Secretaria de Educação o ator Ruy Affonso Machado, membro do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, como o primeiro diretor artístico.

Teatro da Universidade de São Paulo

Entre 1966 e 1968, no calor do movimento estudantil, por iniciativa de um grupo de alunos da Faculdade de Filosofia e da Faculdade de Arquitetura da USP, o TUSP reaparece, desta vez como Teatro dos Universitários de São Paulo. Suas atividades, porém, não mantinham qualquer vínculo oficial com a universidade. Ainda em 1966, deu-se a estreia da primeira montagem do grupo, A Exceção e a Regra, de Bertold Brecht, dirigida pelo ator e diretor Paulo José.

A partir de 1967, Flávio Império assume a direção artística do TUSP e, com André Gouveia, traça as feições estéticas do grupo. A sua montagem de Os Fuzis da Senhora Carrar, também de Brecht, com direção de Império, excursiona por vários estados brasileiros e, em 1969, participa do Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França. No entanto, com a decretação do Ato Institucional nº 5 e o agravamento da situação política, inicia-se um processo de desmantelamento do grupo, que tem seu fim no ano seguinte, após o Festival de Nancy.

Ainda no período, além da edição dos dois primeiros números da revista aParte – com artigos sobre teatro, cinema e outras artes –, o TUSP organizou um ciclo de conferências com Augusto Boal, Anatol Rosenfeld e Décio de Almeida Prado.

O Teatro da USP ressurge oficialmente oito anos depois, em 26.05.1976, por meio da Resolução 943, do reitor Orlando Marques de Paiva. Vinculado à Coordenadoria de Atividades Culturais da USP, compunha, ao lado da Orquestra e do Coral, o corpo de produção artística da universidade. O renomado crítico de teatro e professor da Faculdade de Filosofia, Décio de Almeida Prado, assume então sua direção. Ainda naquele ano, o TUSP ganha uma casa de espetáculos: o auditório da Biblioteca Municipal Anne Frank, à rua Cojuba, 45, no Itaim-Bibi, cedido à USP pelo prazo de vinte anos, de 1976 a 1996.

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