ISSN 2359-5191

05/12/2001 - Ano: 34 - Edição Nº: 16 - Sociedade - Faculdade de Odontologia
ONG busca apoio para aumentar ajuda a pessoas carentes

São Paulo (AUN - USP) - Uma ONG filantrópica, criada por alunos da Faculdade de Odontologia da USP, vem, há mais de um ano, organizando campanhas beneficentes para as crianças carentes. Entre suas ações estão a arrecadação de alimentos para a campanha "Natal Sem Fome", da Ação da Cidadania (do já falecido sociólogo, Herbert de Sousa), além da distribuição anual de presentes para mais de 100 crianças pobres, em uma igreja no bairro de Itaquera. A principal atividade da ONG dos alunos, denominada Amigos Unidos Para Servir (Aups), tem sido levar a odontologia preventiva a crianças carentes, em creches e abrigos para menores, como frisa o presidente e idealizador da entidade, Darllan Donato Crivelli.

Foi dele a idéia de reunir um grupo de pessoas para ajudarem os necessitados. Aos poucos, conseguiu convencer seus colegas da Empresa Júnior da faculdade (ele também faz parte da diretoria da empresa) a embarcarem em sua idéia. Foi com a experiência administrativa de Renato José de Paula, presidente da Júnior, que o projeto da ONG tomou corpo. "Queríamos dar uma aparência de profissionalismo e seriedade à nossas atividades. Com a ONG, conseguimos atingir esse objetivo.", afirma ele.

A Aups sobrevive com as doações mensais (cerca de R$10,00 por pessoa), assim como a boa vontade de seus 14 membros. Ela também consegue apoio de outros órgãos estudantis da faculdade, como o Centro Acadêmico, a Atlética e a Empresa Júnior. Esta última colabora na arrecadação dos alimentos para que o "Natal Sem Fome" possa se tornar realidade. O objetivo dos estudantes é arrecadar meia tonelada de alimentos, apenas na faculdade, até o fim da campanha.

Como em qualquer atividade desse gênero, a tarefa dos Amigos Unidos Para Servir não tem sido fácil. Como os membros da ONG são todos alunos de graduação, eles não podem contribuir mensalmente com muito dinheiro. Todo o serviço odontológico por eles prestado é voluntário. Os materiais usados nas campanhas vem da contribuição mensal dos membros. Parte do dinheiro ainda é usada para o pagamento dos serviços de um contador. Isto é um dos requisitos necessários para o funcionamento regular da ONG, que acaba por consumir cerca de R$84,00 todo mês. "Se conseguíssemos um contador, que prestasse esse serviço de maneira voluntária, nossa situação melhoraria", diz Renato.

Além do contador voluntário, a ONG procura patrocinadores e pessoas comuns que possam colaborar com doações e trabalho. Enquanto isso não aparece, Darllan, Renato e seus amigos seguem na luta sem desanimar. "As dificuldades são parte do processo.", dizem eles. Para o próximo ano, pretendem manter os projetos de prevenção e distribuição de presentes já existentes. Farão, também, arrecadação de alimentos e agasalhos em convênio com entidades estudantis da faculdade, como aconteceu este ano. Se o apoio chegar, eles querem aumentar a abrangências de suas ações.

Da forte crença naquilo que fazem, vem a força para os Amigos continuarem seu trabalho. "Sinto a satisfação de que estou mudando algo.", reflete Darllan e completa: "Me sinto doando um pouco do que aprendi e pagando uma dívida com a sociedade, sem ser um caloteiro, já que isso aqui é uma universidade pública, na qual não pagamos nada para estudar".

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