ISSN 2359-5191

05/12/2001 - Ano: 34 - Edição Nº: 16 - Sociedade - Museu de Arte Contemporânea
MAC traz alma japonesa e paisagens brasileiras

São Paulo (AUN - USP) - O Museu de Arte Contemporânea da USP acaba de inaugurar na galeria de arte do SESI a esperada exposição de arte naïf representada principalmente pelas obras do pintor japonês Taizi Harada. A coleção do artista, denominada "O mundo de Taizi Harada", já andou por quase todo o Japão e o Brasil é o segundo país do exterior a recebê-la, podendo presenciá-la até 13 de janeiro. As obras foram feitas especialmente para levar do século XX ao XXI cem canções infantis nipônicas escolhidas entre a população. Inspirado pelas músicas, Taizi Harada, traz o inconsciente coletivo da infância e busca as implicâncias de se ter nascido na cultura japonesa. As estações do Japão estão privilegiadas com cores que encantam qualquer leigo em arte, além de detalhes que tocam e chamam o público a uma viagem de sentir a vida. Juntamente com a exposição de Harada, encontram-se expostas as obras em contexto do acervo do MAC "Lugares em José Antônio da Silva". A organizadora da exposição e pesquisadora Gabriela S. Wilder explica que naïf pode tanto significar nativo grosseiro quanto ingênuo e que este tipo de arte se iniciou no século XIX inspirando-se na força transmitida pelos trabalhos de povos primitivos, crianças e loucos.

Taizi Harada esteve por meses no Brasil e pintou Parati, Santa Tereza, o mar de Santos e Arujá, obras que foram reproduzidas pela Epson e doadas ao acervo do MAC.

Na participação do acervo da USP, muito inspirado pelo estudo das cores de Van Gogh, José Antônio da Silva traz em seus quadros o calor do interior paulista nas cores fortes como o amarelo e ao mesmo tempo a crítica à realidade sócio-econômica do campo que o fez parar de estudar cedo para trabalhar. Figuras de negros, bois e varais de roupas secando são emblemáticas em sua trajetória de mais significativo pintor naïf do Brasil. Pela primeira vez, o artista japonês aceitou o desafio de mostrar algumas de suas obras ao público sem utilizar vidros protetores, o que ele acreditar gerar maior aproximação e contato com a obra. Taizi disse acreditar estar formando uma ponte cultural mais sólida entre Brasil e Japão e terminou a inaguração da exposição agradecendo o esforço dos organizadores em disporem as pinturas do mesmo modo que se costuma em seu país.

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