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Sétima edição da aParte XXI disponível online

Finalizando o ano de 2017, o TUSP lança a sétima edição da revista aParte XXI, a primeira em formato exclusivamente digital. Nela estão reunidos textos de alguns dos professores, pesquisadores e artistas ligados à performance que atuam em universidades brasileiras. O volume é ilustrado pelas fotografias da colombiana Erika Diettes, cuja exposição Sudários fez parte da II Bienal Internacional de Teatro da USP, em 2015.

A revista aParte surgiu em 1968 como a publicação do Teatro dos Universitários de São Paulo, sob a coordenação editorial de Flavio Império e André Gouveia, no calor do movimento estudantil daquele momento de nossa história. Naquele ano foram publicadas apenas duas edições; uma terceira, pronta, foi abandonada diante do recrudescimento da censura por meio do AI-5.

Quarenta e três anos depois, o Teatro da USP – TUSP, agora um órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo, retomou a ideia da publicação da revista aParte, a partir de 2010. Este sétimo volume, de 2017, é um dossiê dedicado aos modos como a performance se desdobra em discursos com as pesquisas acadêmicas.

Longe de querer capturar um pensamento conclusivo sobre o tema, os ensaios selecionados revelam a força de um movimento que segue a contrapelo do gosto, da estética e da autonomia das linguagens. O hibridismo, a fusão do imaginário com o real, a inclusão dos conceitos de teatralidade e a performatividade como operadores para uma possível leitura de situações-limite; as ações públicas que integram arte e ativismo; a arte do corpo como território de manifestação política; o comportamento estético composto com o ético legitimando em atos públicos “a partilha do sensível”.

A pequena geografia traçada por esta edição visa, portanto, ampliar os estudos da performance, incluindo diálogos com algo que se encontra, de modo singular, alinhado com o teatro, com a dança, com as artes visuais, com as novas linguagens e tecnologias, além das ações cidadãs.

Os artigos, como se poderá notar, têm uma sintonia com a performatividade e, por esta razão, as experiências pessoais, pedagógicas e artísticas constituem a dimensão performativa dos textos, onde palavras, traços, acentos, espaços deixam escapar, pelas entrelinhas, a autorreflexibilidade, o acontecimento e o indeterminado que, para Derrida, reflete o modo como um texto faz/diz a sua verdade. Para interpor-se a este conjunto, figuram as obras fotográficas da colombiana Erika Diettes, cujas criações se abrem às teatralidades sociais e políticas da vida.

Acesse aqui a sétima edição, bem como as demais publicações do TUSP, disponibilizadas gratuitamente para leitura e para download.

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